Quem só tem martelo, acha que tudo é prego!

Política, Humor, Tecnologia, Meio-Ambiente e BLA-BLA-BLA.

Sempre ali!

O mundo não é feito de arco-íris, é um lugar ruim e duro
e não importa o quão forte seja, vai colocá-lo de joelhos e deixá-lo lá, ninguém vai bater mais forte do que a vida, mas não importa como bate, e sim o quanto você aguenta apanhar e continuar tocando, o quanto pode suportar e seguir em frente. É assim que se ganha!”

(autor: Desconhecido)

Sem tempo pra escrever, mas o pequeno textinho expressa o momento, juro que semana que vem tem post novo, provavelmente sobre relatividade.

A hora é agora!

Já era hora de acontecer algo, e como de costume a wwf deu a tacada inicial, como eu havia dito no post anterior que falaria do Gore em breve, pois bem, neste “texticulo” falarei do nobre.

A iniciativa da campanha é excelente, nações de norte a sul do planeta dispostas a apagar a luz de alguns monumentos, e incentivar habitantes a fazer o mesmo em determinada hora. Eu não vou ser ranzinza e menosprezar a boa intenção da campanha, porém há de se crer, que apagar as luzes não resolve o problema, apenas nos faz deixar de vê-los por alguns instantes, razão pela qual nem seria necessário, já não enxergamos na luz a essência do problema e a dimensão das conseqüências.

Al Gore relata essa tal (dimensão), em seu documentário de cunho político, porém conscientizador que o nome já diz quase tudo “uma verdade incoveniente”. Vamos ao resumo da ópera, não basta apenas a wwf promover campanhas e comprarmos camisetas e sair por aí fazendo barulho, claro que eu adoro quando os verdinhos do Greenpeace fazem suas manifestações pouco agradáveis, mas é necessário diversificar, é mais do que nunca hora de tomar decisões coerentes e definitivas, o planeta não suporta mais protecionismo econômico, não há mais reservas intocáveis, o mais prudente a fazer é estabelecer metas mais reais de diminuição da emissão de co2, ensinar desde a maternidade a importância da preservação ambiental, impor multas a quem não seguir regras de reciclagem e economia de energia, sacrificar o bom e velho motor a gasolina e introduzir alternativas renováveis, entre tantas outras (…)

mas pra que isso tudo tenha um fim menos prejudicial a raça humana, é indispensável começar do zero.

Eu ia falar do Al Gore, mas hoje prefiro abstratismo.

Os velhos costumes não dão conta das exigências do presente, o velho, o trópico, o ópio do ócio se encontram e desencontram no mesmo meridiano, desde sempre. E assim ou menos que o sim, desabam entrelaçados obrigatoriamente em harmonia, antes que se desvaireça escoa-se e permeiam sonhos e tragédias, quão lúdicas, líricas e inóspitas que sejam, apenas são. Ah eu tô viajando, Boa tarde!

Sobre, sorte, estudos, dor vertebral, e águas de março.

Em mais um domingo agitadíssimo como todos, e vamos ao blog escrever.

Há pouco estava assistindo a entrevista do José Dirceu, e em um inside sobre sorte ele dizia: “Quando a felicidade bate na porta, muitas pessoas estão no quintal procurando trevo de 4 folhas…” eu fiquei pensando, pensando, pensando e tem sentido mesmo, só que não pra todos ‘Zé’, nem todo ser tem uma porta a ser batida, muito menos um quintal, mas o senhor como parte da corte brasileira bem como o seu amigo proprietário do ‘castelinho’ Edmar Moreira, tem várias portas, talvez por isso a sorte lhes convém todos os dias…

E que tem haver a parte ‘estudos e dor vertebral’?

Reservo-me ao direito de falar sobre mim também(risos), enfim semana de entrega de listas, e é bem provável dor nas vértebras provenientes de cálculo diferencial integral, sorte que o Bush ainda não devolveu meu emprego, senão a vaca ia pro brejo ( OPS, mas sem emprego aí que a vaca vai mesmo.) mas vou ficar de olho ali na porta, quem sabe não escuto a sorte batendo, mas o trevo eu não dispenso Zé, quer um pra você também?

Enfim, já estamos nas águas de março de Tom Jobim, e o termino do post, é com ele:

É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé(…)

créditos a galera do charges.com

créditos a galera do charges.com

Fazendo uma breve passagem sobre as tempestuosas páginas da ‘Folha de São Paulo’ de hoje, e me deparei com uma manchete que conseguiu me deixar com alguns cabelos brancos. Trata-se da copa de 2014 que como todos sabem, será realizada em terras tupiniquins, lendo as entrelinhas da matéria e cada vez mais me sentindo envergonhado pelos hipócritas de Brasília ( já não me aguentava mais) até que dei de cara com as dolorosas palavras: ‘ o custeio da copa, ficará por volta de R$25 Bilhões’.

Nobres filhos da pátria, vocês que são dotados de uma mente talvez mais perspicaz podem me explicar como um país que tem 25% da população sem ao menos saneamento básico, pode ter a petulancia de gastar tal quantia com um evento esportivo de tamanha grandiosidade?

E digo mais, como uma nação que passeia por uma calamidade absurda em termos de saúde, pode ASSALTAR 25bi do orçamento pra vangloriar-se em ser sede de uma copa? E nossas crianças que cada vez mais saem sabendo menos das nossas pocilgas que insistimos em chamar de escola e o governo do outro lado insiste em dizer que não tem verba pra bancar uma reestruturação educacional, sem contar na atual situação da segurança pública, ops, segurança pública?

É por atitudes inexplicáveis e totalmente inviáveis como essas, que as vezes, lá no fundo eu sinto vergonha em dizer que sou brasileiro(…) Bom por hoje é só,  jaja é preciso pegar o super limpo e avançado metrô, deixar as crianças no colégio politécnico do governo, entrar no space bus metropolitano, seguir sem congestionamento até o trabalho, passando claro, pelos lindos prédios no alto das colinas, que antigamente existiam favelas e tráfico de entorpecentes, mas não posso me esquecer de passar em frente aquela agência de empregos vazia e tomar meu café da tarde, enfim não temos problemas, é só curtir a copa.

Charles Darwin

Charles Darwin

Exatamente hoje, Charles Darwin completaria 200 anos!

Um mestre que dispensa apresentações, Charles revolucionou a doutrina evolucionista viajando por todo o mundo a procura de novas espécies e correlacionando umas as outras de forma a subsidiar possíveis mudanças ao longo dos milhões de anos de vida desses seres, inspirado nesta viagem o professor e cientista escreveu um dos livros que mais fizeram ‘barulho’ na ciência mundial: ‘A Origem Das Espécies’, que nada mais nada menos explicava que cada espécie tinha seu histórico de evolução e seleção natural um exemplo que ele próprio citava era dos pássaros das ilhas de galápagos, que ao longo dos anos foram adaptando seus bicos em função de secas etc. Embora Darwin tenha sido um gênio, talvez ele jamais pensou na possibilidade das espécies poderem se adaptar em resposta a adversidades, como poluição ou mudanças climáticas, mas não duvido muito que daqui milhões de anos existam animais com máscaras anti-co2, é rir pra não chorar.

Ensaio sobre a cegueira.

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Entediado em um sábado a noite, o programa é escrever. Recentemente assisti ao filme ‘Ensaio sobre a cegueira’, baseado na obra de um escritor, roteirista, jornalista, dramaturgo e poeta português cujo nome é José Saramago, e dirigido por Fernando Meirelles.

O filme trata de uma endemia mundial em proporções jamais vistas, onde o globo inteiro sofre de uma cegueira branca contagiante, que desmorona todos os pilares da nossa supercivilização intocável e rompe com qualquer teoria oftalmológica de cura, no meio desse cenário, apenas uma mulher enxerga, e faz jus ao ditado que ‘em terra de cego, quem tem olho é rei’.

Não sou nenhum cinéfilo, mas este talvez seja um dos melhores longa-metragem de 2008, vale a pena assistir, ou ler o livro do mestre José Saramago que nos presenteia sempre com verdadeiras obras literárias, que nos enchem de dúvidas sobre nossa ‘superioridade’ e paralisa-nos diante de situações de extrema adversidade, colocando em cheque nossa cômica rotina moderna.

Nem Israel, nem Palestina.

Começar 2009, falando de guerra seria pouco ortodoxo da minha parte, mas talvez seja melhor do que Ronaldo no Corinthians.

Pelo jeito a coisa desandou novamente pelas bandas do oriente, o Hamas(Partido Sunita Do Movimento de Resistência Islâmica), voltou a ofensiva contra Israel, nenhuma novidade, pelo contrário até demorou para reatar o conflito.

De repente seria até conveniente da minha parte adotar um lado do muro e me amoitar, mas de nada ia adiantar, o confronto não vem de hoje, e acho que nós aqui do ocidente não temos que meter o nariz onde nunca fomos bem quistos, porém devo admitir que a intenção da ONU em criar um estado duplo, foi fatídica. Qualquer sapiens com um pouco de neurônio saberia que forçar um povo a conviver com outro, de diferentes culturas e principalmente ideais religiosos extremamente opostos seria praticamente encher o barril de pólvora e atear fogo, mas a ONU não pensa dessa maneira, ou pelo menos não pensava, e agora o problema já está grande demais para a solução, um cessar- fogo neste momento seria impossível, talvez seja a hora de tapar os ouvidos, fechar os olhos e esperar pelo pior, claro que dois bicudos não se beijam pelo menos um lado terá que se afrouxar, senão seremos obrigados a pronunciar a melancólica e mesozóica frase: “Não haverá paz, enquanto houver existência”.

Não é piada, é Bush mesmo...

O mundo atual está realmente ridículo, no século XXI onde achavámos que ia modificar tudo, e a vida ia ficar mais bela, começou da pior maneira, com esse sujeito sendo eleito.

A eleição de Bush tirou o sonho de uma pluraridade democrática, e até a esperança de um capitalismo modernizante em um mundo multipolar. Bush filho é um projeto mal executado, ou melhor dizendo uma anomalia humana.

E na semana passada em uma conferência, um jornalista iraquiano, corajosamente atirou seus sapatos em direção ao Presidente, infelizmente ele desviou.

Muntazer al-Zaidi é o nome do jornalista, que em um ato de bravura teve culhões roxos e expressou realmente a raiva que todos os iraquianos sentem por ele, esse gesto reflete o que todo o mundo gostaria de fazer com George, este que agora deixa a maior potência mundial de joelhos, e que talvez nos brinde com anos de crise e desempregos em série mundo afora, Bush vai tarde, mas vai para nunca mais voltar. Graças a Deus!

60 anos, de ‘Declaração’.

60 anos de "Declaração".

Semana de aniversário da declaração dos direitos humanos, e eu tive a petulância de buscar no dicionário o que significa literalmente a palavra  “Direito”, e deu no que esperava…

conjunto de leis, legislação, jurisprudência que regem uma nação, poder legítimo; regalia; privilégio;

 Não adianta esconder, nem tudo é claridade, nem mesmo o dicionário consegue esconder o óbvio, e nós todos enxergamos perfeitamente o privilégio na definição, pior ainda, na realidade e na execução do real direito.

Viva a nossa cara de pau, viva os 60 anos de cinismo explicíto.

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